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 CUIDADOS NAS ATIVIDADES FÍSICAS PARA QUEM TEM HIPERTENSÃO ARTERIAL

Exercícios físicos, bem orientados, ajudam hipertensos no controle da pressão
Foto: Getty Imagens  FONTE: SOCESP
As pessoas que sofrem de hipertensão têm nas atividades físicas um bom aliado para reduzir a pressão arterial e viver melhor. Segundo a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), os exercícios físicos, quando realizados com frequência, podem proporcionar uma série de benefícios aos pacientes. No entanto, é bom ficar atento a algumasrecomendações da instituição.
Ações benéficas – Com a pratica de exercícios físicos, os hipertensos podem reduzir a pressão arterial e controlar outros fatores de risco associados à hipertensão, como o colesterol, obesidade e diabetes.
Cuidados necessários – Antes de iniciar qualquer tipo de atividade física, é essencial que o paciente verifique a pressão arterial e tenha certeza de que ela está controlada. Naqueles momentos em que a pressão estiver elevada, evite qualquer esforço físico. Já os hipertensos com lesão em órgãos importantes do corpo devem tomar mais cuidados e somente iniciar os exercícios com indicação de um especialista.
Exercício que não pode faltar - Os profissionais recomendam que os hipertensos realizem atividades aeróbicas, com frequência de três a cinco vezes por semana. O ideal é que esses exercícios sejam feitos em intensidade leve ou moderada por 40 ou 50 minutos.
Longe da musculação – Um dos principais vilões dos hipertensos quando o assunto é atividade física é a musculação com alta carga, que tem a finalidade de aumentar a força e a massa muscular. Ela é contra-indicada para as pessoas que sofrem de hipertensão.
Acompanhamento médico sempre - O primeiro passo para dar início à pratica esportiva é consultar um médico, inclusive realizando um teste ergométrico, especialmente se tiver outros fatores de risco cardiovasculares associados. Durante a prática de exercícios, desde que o paciente não tenha uma doença no coração, o acompanhamento pode ser feito por um professor de educação física qualificado
Muito interessante! E simples, para quem não gosta “muito” de fazer exercícios físicos diariamente!
MÉDICO NATURALISTA ENSINA ALGUMAS MEDIDAS PARA SE EVITAR PROBLEMAS CARDÍACOS E PARA BAIXAR A PRESSÃO ARTERIAL
. Antes do banho, exercitar a panturrilha (levantar o corpo na ponta dos pés), primeiro rápido até esquentar as panturilhas e depois uma sequência de 10 movimentos lentos. Pronto. Esse exercício bombeia o sangue para o coração, melhora os batimentos cardíacos e evita obstrução das veias. Nos primeiros 6 meses, se a pessoa estiver com excesso de peso, ela emagrece da cintura para baixo e, nos 6 meses seguintes, da cintura para cima; depois de 2 anos, não engorda mais e, alem de tudo, diminui o risco de uma cirurgia cardíaca que custa em média, hoje em dia, R$ 38.000,00 e, de um modo geral, os planos de saúde nem sempre pagam. Melhora o problema de micro varizes

2º. Ao chegar em casa, coloque os seus pés em uma bacia com água bem quente (o famoso escalda pés); além de relaxar, esse processo desencadeia a dilatação dos vasos sanguíneos dos pés, melhora o cabelo e melhora, inclusive, a visão. Esse processo foi pesquisado com pessoas diabéticas e o resultado evidenciou a melhora na circulação sanguínea, diminuindo os casos de gangrena, o quadro geral de saúde dos pesquisados melhorou, e como um fato relevante, a melhora da visão. Evita o encurvamento da coluna

. Ao acordar, deitado de barriga para cima pedalar 120 vezes no ar. Esse exercício melhora o posicionamento da coluna da postura, diminuindo ou retardando o encurvamento das costa e aliviando as dores nas costas. Também, baixando a pressão.

4º. Ao perceber que a pressão subiu, coloque as pernas dentro de um balde com água muito gelada até os joelhos. Permaneça nesta imersão por 20min. Este processo fará com que o organismo, na busca de aquecer os membros inferiores, faça com que o acúmulo de sangue na cabeça desça, baixando a pressão.                       











QUE “MAL” há numa inocente “XÍCARA DE CAFÉ?” Confira SUA SAÚDE e DECIDA se é BOM ou RUIM para VOCÊ!
O  EFEITO DA CAFEÍNA
A substância estimulante mais consumida no mundo é uma droga que pode detonar asaúde.
Mas basta uma xícara do produto para que a dor de cabeça desapareça como por encanto. O tratamento baseado na mesma substância causou o problema como se um médico gerasse a doença e em seguida oferecesse para curá-la. Não teríamos muita simpatia para com esse profissional, tão logo descobríssemos os seus métodos. Mas é exatamente assim que atua a cafeína e muitas outras substâncias psicoativas como a cocaína, álcool, nicotina e alguns medicamentos. Prometem
alívio para o problema que eles mesmos causam.
O café não oferece tanta dificuldade para interromper o uso, como acontece com a cocaína. É exatamente por esse motivo que ele não é classificado pela Associação Americana de Psiquiatria como estimulante causador de dependência. Em parte, essa é origem do problema em relação à saúde pública. Não sendo vista como grande vilão, tolera-se o seu uso.
UMA DROGA CHAMADA CAFEÍNA
Tecnicamente, a cafeína é chamada de trimetilxantina. Trata-se de um derivado da xantina correlato ao ácido úrico formado no organismo e um tóxico a ser excretado pelos rins. Éencontrado no café, no chá verde, no chá preto, no chá mate, em bebidas à base de cola e em menores quantidades no chocolate.
Apesar da defesa de alguns setores, multiplicam-se as evidências dos prejuízos que a cafeína causa para a saúde. Veja os principais:
» Sensação de fraqueza ao longo do dia.
» Alteração do humor, levando à depressão.
Esses e outros problemas podem ser desencadeados pelo uso de 250mg de cafeína por dia. Sem se aperceberem, muitas pessoas chegam a ingerir 300 a 900mg por dia. Ao olharmos para essa lista, vemos que esses problemas são usualmente atribuídos ao estresse e dificilmente ao uso do café. Mas é exatamente isso que a cafeína produz no organismo: estresse, ou melhor, distresse. Quando entra em contato com o organismo, a cafeína provoca um aumento da produção de hormônios do estresse pela glândula supra-renal. Entre eles, destacamos a adrenalina e a noradrenalina, bem como os hormônios glicocorticóides, quesuprimem as reações imunológicas.
Talvez você possa estar se perguntando por que não se fala desses problemas com mais freqüência, se isso tudo é verdade. Muitos profissionais da saúde sequer
admitem que o café e a cafeína possam ter algum efeito nocivo. Pelo contrário, acham que têm efeitos terapêuticos. É verdade, a cafeína nas mãos de um médico
pode ser um poderoso remédio. Mas estamos falando de cafeína usada como se fosse alimento. Tampouco faltam artigos e campanhas decantando os benefícios de tais produtos. Isso sempre foi assim e sempre será. Onde houver muitos interesses econômicos por trás, sempre haverá defensores, inclusive ligados à ciência médica. Igualmente no passado, as companhias de cigarro defendiam o seu produto venenoso, como se fosse inócuo.Atualmente, os malefícios de tabaco são mais do que evidentes.
Falar de cafeína num país conhecido como um dos maiores produtores mundiais de café pode não ser muito popular. Estamos, porém, interessados na sua saúdeE ela não é produto do acaso; deve ser conquistada com escolhas inteligentes no dia-a-diaA cafeína é uma substância que se incompatibiliza com nossos melhores interesses. Não espere que sintomas mais graves apareçam.
Decida pela diminuição gradativa até deixar completamente o uso do café e de outros produtos ricos em cafeína. Os efeitos se prolongarão pelo menos durante três semanas, enquanto as glândulas supra-renais conseguem se recuperar das exigências impostas pela cafeína. Após esse período, você vai experimentar uma diminuição da fadiga crônica, ansiedade ou estado depressivo, melhora da capacidade mental e provavelmente um sono mais tranqüilo. Evite então este Produto tão consumido no Mundo se quizer manter uma BOA SAÚDE, pois ele traz sintomas vários; e quando se toma o café, ele “parece” acalmar mas, passado o “efeito” traz novamente os seguintes sintomas:
» Dor de cabeça.
» Distúrbios e desconforto abdominal.
» Prisão de ventre.
» Agrava a tensão pré-menstrual ou cólicas menstruais.
» Insônia e ansiedade.
» Taquicardia ou batimentos cardíacos irregulares.
FONTE: VIDA NATURAL BRASIL
Postado por Belinha 27/03/2012



ALCOOLISMO…Problemas em Família!


fev












SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA ALCOÓLICA – PERIGOS


Síndrome de Abstinência Alcoólica corresponde às mudanças pelas quais o corpo passa quando uma pessoa, subitamente, deixa de beber depois de usar álcool de forma intensa e prolongada. Os sintomas incluem tremores, insônia, ansiedade e outros sintomas físicos e mentais.
Álcool torna lento o processamento do cérebro, efeito também chamado sedativo ou depressor.
Em uma pessoa que bebe muito, em longo prazo, o cérebro é exposto quase continuamente ao efeito depressor do álcool.
Com o passar do tempo, o cérebro ajusta sua própria química para compensar este efeito.Ele faz isso através da produção de substâncias químicas naturalmente estimulantes(como a serotonina ou a noradrenalina – que são “parentes” da adrenalina) em quantidades maiores que as normais. Se o álcool é retirado de repente, o cérebro se comporta como um veículo acelerado que perdeu os freios. Conseqüentemente, a maioria dos sintomas da abstinência alcoólica (retirada)
são sintomas que acontecem quando o cérebro é super estimuladoA forma mais perigosa de abstinência alcoólica acontece em uma em cada 20 pessoas que têm síndrome de abstinência. Esta condição é chamada Delirium Tremens. No Delirium Tremens, o cérebro não pode reajustar sua química lentamente depois que o uso do álcool foi interrompido. Isto cria um estado de confusão temporária e leva a perigosas mudanças na maneira como o cérebro regula a circulação e a respiração. Os sinais vitais do corpo, como sua freqüência cardíaca ou a pressão sanguínea, podem mudar drasticamente, de forma imprevisível, levando ao risco de ataque do coração,derrame cerebral ou morte.
QUADRO CLÍNICO
Se o cérebro já está acostumado aos hábitos da pessoa que bebe muito, ele pode levar algum tempo para se ajustar novamente. A síndrome de abstinência ao álcool ocorre em um padrão previsível depois da última bebida alcoólica. Nem todos os sintomas se desenvolvem em todos os pacientes:
Tremores – Os tremores normalmente começam entre 5 e 10 horas após a última bebida e alcançam o máximo entre 24 e 48 horas. Com os tremores, pode haver taquicardia (pulso rápido), aumento da pressão sanguínea, respiração rápida, sudorese, náuseas, vômitos, ansiedade ou um estado de alerta hiperativo, irritabilidade, pesadelos, além de insônia.
Alucinações – Este sintoma normalmente começa dentro de 12 a 24 horas depois da última bebida, e pode durar até dois dias após ter começado. Se isto acontecer, a pessoa alucina(vê ou sente coisas que não são reais). É comum às pessoas que estão abstinentes do álcool verem múltiplos objetos pequenos, semelhantes, se movimentando. Às vezes a visão é de insetos rastejando, estrelinhas piscando ou moedas caindo. É possível que umaalucinação na abstinência alcoólica seja uma visão muito detalhada e imaginativa.
Ataques epiléticos da abstinência alcoólica -
Ataques epiléticos podem acontecer de 6 a 48 horas após a última bebida, e são comunsvários ataques epiléticos acontecerem por várias horas. O pico de risco é de 24 horas. Em geral eles são ataques epiléticos do tipo tônico-clônicos (como no mal epilético).
Delirium Tremens - O delirium tremens começa geralmente de dois a três dias depois da última bebida, mas pode demorar mais de uma semana para aparecer. Sua intensidade de pico normalmente alcança quatro a cinco dias da última bebida. Esta condição causa alterações perigosas na respiração, na circulação e no controle de temperatura. Pode fazer o coração bater muito rápido ou pode fazer a pressão sanguínea aumentar dramaticamente; e pode causar desidratação perigosa. O delirium tremens também pode reduzir temporariamente quantidade de fluxo de sangue ao cérebroOs sintomas podem incluir confusão mental, desorientação, estupor ou perda de consciência, comportamentoagressivo, convicções irracionais, sudorese, perturbações do sono e alucinações.
Diagnóstico
A abstinência alcoólica é fácil de se diagnosticar se a pessoa tiver sintomas típicos, que aparecem depois que ela deixa de beber de forma “pesada”, habitual. Se o paciente tiver uma experiência no passado de ter tido síndrome de abstinência, é provável que venha a desenvolver se novamente interromper a bebida subitamente. Não há nenhum exame específico que possa ser usado para diagnosticar a síndrome de abstinência alcoólicaSe o paciente já teve outros episódios de síndrome de abstinência alcoólicasignifica que ele já consumiu álcool o bastante para ter danificado outros órgãos. É preciso discutir com o médico sobre este problema para que ele possa examinar cuidadosamente a pessoa. Ele irásolicitar exames de sangue para verificar o quanto o álcool causou lesão ao fígado, ao coração, aos nervos dos pés, às células do sangue, e ao trato gastrintestinal. Ele irá avaliar a dieta que o paciente habitualmente consome e irá checar as deficiências de vitamina que possam existir, pois a desnutrição é comum quando alguém é dependente do álcool.Normalmente é difícil para as pessoas que bebem serem completamente honestas sobre o quanto elas têm bebido. É preciso que a pessoa informe a história do consumo de álcool para que ela assim possa ser tratada seguramente da síndrome de abstinência.
PREVENÇÃO
O alcoolismo é causado por muitos fatores. Se a pessoa tiver um irmão ou pai com alcoolismo, ela tem de três a quatro vezes mais probabilidades de desenvolver
o alcoolismo que a média da população. Algumas pessoas com histórias familiares de alcoolismo escolhem se privar de beber, pois desta forma garantem que o
hábito não se desenvolva. Muitas pessoas sem uma história familiar também desenvolvem alcoolismo. Se a pessoa tem se preocupado com a quantidade de bebida que tem consumido, ela deve conversar com seu médico.
TRATAMENTO
Se a pessoa tiver vômitos severos, ataques epiléticos ou Delirium Tremens, o lugar mais seguro para ela ser tratada é em um hospital. Para o Delirium Tremens, o tratamento em uma Unidade de Cuidados Intensivos (UTI) é freqüentemente indicado. Em uma UTI, afreqüência cardíaca, a pressão sanguínea e a freqüência respiratória serão monitoradas de perto no caso de ser necessário um suporte de vida de emergência (como respirar artificialmente por uma máquina). Medicamentos chamados benzodiazepínicos podemdiminuir a síndrome de abstinência do álcool. Os medicamentos geralmente usados neste grupo incluem o:azepam (Diempax ®, Valium ®), o Clordiazepóxido (Psicossedin ®) e o Lorazepam.A maioria das pessoas que consome muito álcool e que está tendo síndrome de abstinênciatem uma escassez de várias vitaminas e minerais e pode se beneficiar de suplementos nutricionais. Em particular, o abuso do álcool pode criar uma escassez de folato, de tiamina, de vitamina B12, de magnésio, dezinco e de fosfato.O álcool também pode causar baixos níveis de açúcar no sangue. Recomenda-se que um especialista (psiquiatra) ajude nos cuidados de uma pessoa que está com abstinência alcoólica.

Tratamento Voluntário/Involuntário São José Rio Preto (17) 3216-4092   BRASIL
Postado por BELINHA 28/03/2012

Você conhece a  Doença “PANCREATITE”? Sabia que quem BEBE MUITO é atacado por ela? Vamos conferir se é verdade!



                          


PANCREATITE CRONICA – AGUDA
Dr. Pedro Pinheiro   -   BRASIL
Pancreatite é o termo usado para descrever a inflamação dopâncreas. Quando a inflamação do Pâncreas é súbita, ou seja, aguda, estamos diante de uma pancreatite aguda. Quando a inflamação é recorrente e há sinais de lesão persistente, chamamos de pancreatite crônica.

Para se entender os sintomas da 

pancreatite
, é importante conhecer as funções básicas do pâncreas.
Quais são as funções do pâncreas?
O pâncreas é uma grande glândula de formato achatado, com mais ou menos 20cm de comprimento, localizado logo atrás do estômago. Apresenta íntima ligação com as vias biliares e o com duodeno. O Pâncreas possui 2 funções básicas: participa do processo de digestãode alimentos e produz hormônios importantes no controle da glicemia (taxa de glicose do sangue) como a insulina e o glucagon.

O pâncreas produz enzimas que auxiliam no processo da digestão de proteínas, gorduras e carboidratos. Essas enzimas são lançadas diretamente no duodeno (primeira parte do intestino delgado), onde encontrarão os alimentos recém saídos do estômago. O pâncreas também produz bicarbonato que serve para neutralizar a acidez dos alimentos vindo do estômago, que possuem um pH muito baixo.

Enquanto as enzimas digestivas são lançadas diretamente no trato intestinal, o Pâncreas também produz hormônios que são lançados na corrente sanguínea. Os dois principais são a insulina e glucagon, produzidos por um grupo de células chamado de ilhotas de Langerhans. A insulina é o hormônio que permite que as células captem a glicose do sangue e a use como fonte de energia. O principal estímulo para a produção de insulina é o aumento dos níveis sanguíneos de glicose que ocorrem geralmente após as refeições. Quando a glicose do sangue se eleva, a insulina produzida no pâncreas é liberada para a corrente sanguínea. Com insulina circulante há consumo da glicose pelas células, e, consequentemente, a taxa de glicose no sangue volta a normalizar. Se por algum motivo não houver insulina, não há como as células consumirem glicose e a sua taxa sanguínea permanecerá constantemente elevada. Isso nada mais é que o famoso diabetes mellitus
O glucagon é um hormônio antagonista da insulina, ou seja, faz a função inversa. Quando os níveis de glicose estão muitos baixos, o pâncreas impede a liberação de insulina e estimula a produção de glucagon, que além de impedir a captação da glicose pelas células, age no fígado, estimulando a produção de glicose pelo mesmo. Quando os níveis de glicose voltam a subir, os níveis de glucagon começam a cair e os de insulina a subir novamente. Deste modo, o pâncreas consegue manter nossa taxa glicemia sempre na faixa entre 60mg/dl a 140 mg/dl. Isso mesmo após refeições ou períodos longos de jejum.
PANCREATITE AGUDA
As enzimas digestivas produzidas no pâncreas só se tornam ativas após chegarem ao duodeno. A pancreatite ocorre quando por algum motivo, essas enzimas se ativam quando ainda estão dentro do pâncreas, fazendo com que o mesmo comece a ser digerido.
Causas de pancreatite aguda
Em mais de 75% dos casos, a pancreatite aguda ocorre por abuso de bebidas alcoólicas (EFEITOS DO ÁLCOOL E ALCOOLISMO) ou por uma pedra da vesícula que fica presa na saída do ducto pancreático, impedindo a drenagem das enzimas para o duodeno
PEDRA NA VESÍCULA E COLECISTITE).
Reparem na ilustração acima como o ducto biliar e pancreático se unem e desembocam como um só no duodeno, justificando o porquê das pedras na vesícula poderem levar a pancreatite.
Outras causas menos comuns de pancreatite aguda incluem:


Hipertrigliceridemia – Pancreatite pode ocorrer quando os níveis de triglicerídeos ultrapassam 1000mg/dl
  • Hipercalcemia – Níveis elevados de cálcio sanguíneo .
  • Drogas -Alguns medicamentos como azatioprina, corticóides, pentamidina, metronidazol, tamoxifeno, furosemida, enalapril
    e vários outros, já foram descritos como causas de pancreatite. É bem conhecida a relação entre consumo de cocaína e pancreatite aguda.

HIV ( SINTOMAS DO HIV E AIDS (SIDA)) e outras infecções como citomegalovirose, caxumba, salmonelose, amebíase, toxoplasmose etc…
    Traumas abdominais. Malformações do pâncreas. Fibrose cística Lúpus eritematoso sistêmico

Idiopático – Em alguns casos não se consegue identificar nenhum fator para a pancreatite.

SINTOMAS DA PANCREATITE AGUDA

O sintoma universal da pancreatite aguda é a dor abdominal. A dor costuma se localizar difusamente na parte superior do abdômen podendo irradiar para as costas. Normalmente é desencadeada pela alimentação. Ao contrário da cólica biliar que também costuma surgir após alimentação e dura de 6 a 8 horas, a dor da pancreatite aguda pode durar vários dias. A dor costuma vir acompanhada de náuseas e vômitos em 90% dos casos e pode ser tão intensa que o paciente rapidamente procura atendimento médico. Porém, em casos mais leves, a dor pode ser mais branda, postergando a ida do paciente ao hospital.
A pancreatite aguda de origem alcoólica costuma surgir de 1 a 3 dias depois de um consumo excessivo de bebidas.
A pancreatite pode se transformar em uma emergência médica. Em alguns casos mais graves a inflamação pode ser tão intensa que leva o paciente a um quadro de choque circulatório ( SAIBA O QUE É CHOQUE CIRCULATÓRIO) e falência de múltiplos órgãos.
Diagnóstico da pancreatite aguda
O diagnóstico da pancreatite costuma ser feito com a dosagem sanguínea de 2 enzimas pancreáticas que se encontram muito elevadas nos casos de inflamação do pâncreas: amilase e lipase.
A tomografia computadorizada (TC) é um exame complementar importante, não só para ajudar no diagnóstico dos casos duvidosos, mas também para avaliar a presença de complicações como necrose e abscessos. Através dos achados na TC gradua-se alfabeticamente a gravidade da pancreatite de A a E, sendo A o quadro mais leve e E um quadro grave com sinais de complicações.
A ressonância magnética nuclear (RMN) pode ser usada no lugar da TC. A ultrassonografia é muito inferior a TC e a RNM para avaliar o pâncreas.
Tratamento da pancreatite aguda
Em geral, todo paciente com pancreatite aguda deve permanecer internado. Se o caso for leve a moderado, a resolução é espontânea. Administra-se soros e controla-se a dor. Neste período inicial, o paciente deve se manter em jejum total por no mínimo 3 a 7 dias, uma vez que a alimentação estimula a produção das enzimas pancreáticas que acabam por lesar ainda mais o pâncreas. Para o paciente não desnutrir, é necessária alimentação enteral, onde introduz-se um tubo até o intestino delgado fazendo com que a comida chegue a um ponto após o duodeno, não havendo assim estímulo a produção de enzimas pancreáticas.
Se mesmo com a nutrição enteral o paciente apresentar sinais de atividade da pancreatite, a solução é a alimentação parenteral, administrada pelas veias.
Conforme o pâncreas vai se regenerando, a alimentação por via oral pode ser reintroduzida lentamente. Se a causa for obstrução por cálculos biliares, o mesmos devem ser retirados por via cirúrgica ou endoscópica. Em casos mais graves, com infecção e/ou necrose extensa do pâncreas, antibióticos e cirurgia para retirada do tecido morto podem ser necessários.
Como já citado anteriormente, às vezes o quadro é tão intenso que o doente desenvolve choque circulatório, complicações renais e pulmonares, necessitando ficar internado em uma UTI ( ENTENDA O QUE ACONTECE COM OS PACIENTES NA UTI)
PANCREATITE CRÔNICA
Se o quadro de pancreatite aguda for muito extenso ou se o paciente apresenta repetidos episódios de pancreatite, essa inflamação crônica pode levar a lesão irreversível do tecido pancreático, levando ao que chamamos de pancreatite crônica.
A principal causa de pancreatite crônica é o consumo exagerado de álcool.
Porém, qualquer causa que imponha quadros repetidos de pancreatite pode levar a lesão permanente do mesmo.
Sintomas da pancreatite crônica
Assim como na pancreatite aguda, o principal sintoma da pancreatite crônica é a dor abdominal. Porém, na doença crônica, a dor é permanente e não melhora após alguns dias. O paciente costuma estar muito emagrecido pois alimenta-se mal devido a dor que o ato de comer exacerba. Como há lesão permanente do tecido do pâncreas, este começa a diminuir progressivamente a secreção das enzimas responsáveis pela digestão dos alimentos. Com isso, mesmo que a dor não impeça a alimentação, o paciente não consegue digerir o alimento para poder absorvê-lo, acabando por emagrecer do mesmo modo.
Quando mais de 90% do tecido pancreático encontra-se lesionado o paciente perde completamente a capacidade de absorver as gorduras da dieta, surgindo um quadro de diarréia gordurosa chamado de esteatorréia.
Seguindo o mesmo raciocínio, o pâncreas também torna-se incapaz de produzir insulina e glucagon, levando o paciente a um quadro de diabetes mellitus


Outras complicações da pancreatite crônica incluem a formação de cistos ao redor do pâncreas, obstrução das vias biliares e ascite
Na radiografia ao lado, podemos ver um pâncreas todo calcificado, um sinal de cicatrização do tecido por pancreatite crônica
Tratamento da pancreatite crônica
O tratamento da pancreatite crônica visa o controle da dor e dos sintomas da falência pancreática.
É imperativo suspender o consumo de álcool.
Pacientes com síndrome de má-absorção precisam tomar suplementos com enzimas pancreáticas. Doentes com diabetes precisam de insulina. Em casos onde a dor não consegue ser aliviada com drogas, a cirurgia do pâncreas pode ser necessária
Postado por BELINHA